Em 1980, o Times de Londres, pediu a dez garis e a dez economistas previsões sobre a década. Sete garis acertaram contra apenas dois dos economistas
Explica-se pelo fato de que economia, antes de ser matemática, é psicologia.
O que não se explica é o terrorismo moral a que estão sendo submetidos pessoas e empresas, onde a queda recorde na venda de automóveis no Japão ganha mais destaque do que a transferência de parte das operações da Mitsubishi para o Brasil.
Dizem que estamos no começo e que a crise só vai piorar.
A pergunta é: Vai piorar para quem ?
Vai piorar para os gananciosos que retiram dinheiro de suas operações para aplicar em derivativos com a desculpa de fazer “hedge”.
Vai piorar para os insensíveis que vão de pires na mão pedir dinheiro ao governo nos seus jatinhos particulares.
Vai piorar para os medrosos que utilizam a estratégia de cortar tudo - a menos que a estratégia seja tornar-se menor- correndo o risco de cortar exatamente aquilo que é mais importante para o Cliente.
Vai piorar para os pessimistas que quando a sorte bate à sua porta reclamam do barulho, ou para aqueles que insistem em fazer perguntas velhas esperando respostas novas.
Infelizmente, também vai piorar para muitos dos que; não convidados para a festa, aproveitaram a música para dançar na rua.
Seria imbecilidade negar a crise, como também o é dizer que não existem soluções; embora as oportunidades sempre pareçam maiores, indo do que vindo.
O mercado como a natureza é uma conta de soma zero. Se alguém perde, alguém ganha.
Os Serviços de Conserto de bens não-duráveis nos Estados Unidos, cresceu 30% em apenas três meses. Será que aí não está uma ótima oportunidade de fabricar bens não- duráveis que “durem mais”?
Os problemas que criamos utilizando um nível de pensamento jamais serão resolvidos neste mesmo nível.
É hora de trocar a esperteza, que é a inteligência do burro; e a astúcia - ardil do intelecto - pela sagacidade, agudeza de espírito.
Vamos mudar do competitivo jogo de tênis, no qual você torce para que seu adversário erre, pelo “frescobol”; onde o acerto dele facilita a sua jogada.
Vamos utilizar mais o conceito das Redes Colaborativas: ”Nós somos mais inteligentes do que eu”.
Vamos exercitar o prudente otimismo de pessoas que conseguem ver o invisível, o essencial.
Quando tudo isso começou encontrei a Crise e perguntei-lhe o que iria fazer.
- Vou sair por aí e quebrar umas 5 mil empresas.
Ontem encontrando –a novamente, disse-lhe:
- Você falou 5 mil e já quebraram mais de 50 mil empresas.
- Eu quebrei só 5 mil, as outras quebraram por medo de mim; e olha que até eu também acho que o medo é um dos mais indignos dos sentimentos humanos.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)